terça-feira, 15 de julho de 2008

Rita estava sentada num canto
Enquanto todos se divertiam e dançavam
Ninguém ali percebia
Que Rita estava atordoada

Era uma festa da escola
Tão esperada por todos
Rita fora uma das organizadoras
Mas ela não conseguia ficar feliz
Com tantas coisas assustadoras
Que aconteciam ali

Tanto esforço para nada
Ela não se sente útil
Sente-se culpada
Por toda aquela desgraça

Como também ela poderia imaginar
Que aquela tão esperada festa
Que ela se dedicou integralmente
Serviria para todo o mal propagar
Bebidas, cigarros, entre outras drogas
Gerando brigas
E a galera entorpecida
Só pensava em dançar
Beijar
E usar algo a mais
Para na onda entrar

Rita se assustava
Deus proteja esses pobres mortais!
Como será que esta festa vai acabar?
E tudo aquilo a angustiava
Olhava para o relógio
Mas ás horas não passava

Rita permanecia em seu canto
Nada mais a importava
Lágrimas sinceras
Por aquelas pessoas expelia
Queria dormir pra acordar
E ver que aquilo tudo fora um pesadelo
Uma mentira

3 comentários:

Davi Arloy disse...

"Um dia meu pai me disse: "Filho, você é a ovelha negra da família""

;)

Rey disse...

Belo conto.

Amei.

Aventureiro X disse...

OI Nandinha!
Estive de férias mas estou de volta!
Gostei bastante do seu conto.
Rita me lembra uma amiga minha que coordenou um grupo jovem da igreja catolica.. uma vez ela me narrou os sentimentos dela ao ver que uma festa cristã havia se tornado uma sodoma e gomorra...rsrsrs
Belo.
Parabéns.
Um abração!